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Lua de Mel na Irlanda

Lua de Mel na Irlanda

Lua de Mel na Irlanda | Blog de Casamento DIY da Maria Fernanda

Esse post já deveria ter saído faz tempo. Tive o prazer de viver neste país lindo com meu marido em 2008 e me encantei. Hoje a Irlanda está mais “famosinha”, mas naquela época (10 anos atrás quando fizemos a escolha), todo mundo nos perguntava o motivo de escolher este destino. Tinha na ponta da língua muitas respostas para esse questionamento, mas que não convencia as pessoas. Hoje sei que nossa razão veio do coração, talvez um sexto sentido mesmo. Até porque nunca tínhamos pisado por lá antes.

Para quem ama as séries de época atuais, tais como “Game of Thrones”, “Vikings” e “The Tudors”, certamente já há motivo de sobra para viver alguns dias na terra do leite (com certeza o melhor do mundo). E digo logo, as imagens de extensos pedaços de terra coberta por um verde vivo não tem filtros… É isso mesmo que vemos por todos os lados ao viajar pelo país, com uma pitada de falésias gigantescas, mar belo e bravo, muito vento e centenas de ovelhas com pelos claros e pele negra. A ilha que engloba os países Irlanda e a Irlanda do Norte é conhecida pelo nome de “Ilha Esmeralda”, justamente por seus campos esverdeados vivos decorrentes de muita chuva.

Lua de Mel na Irlanda | Blog de Casamento DIY da Maria Fernanda

Não vou mentir, as chuvas atrapalham bastante o dia a dia dos turistas. Chove por lá quase todos os dias do ano. Mas isso logo se resolve quando se olha para os lados e se depara com famílias inteiras (até bebês recém-nascidos) caminhando por todos os lados numa boa… Sempre com capas de chuvas poderosas e os guarda-chuvas mais potentes do mundo a tira colo. Tudo é uma questão de adaptação, de viver e respirar o local como seus próprios moradores.

O frio existe, mas é ameno, apesar de constante. Quase não neva no país e a temperatura média durante o dia no ano fica em torno de 9/12°C (inverno) e 15/18°C (verão). Excelente para passear juntinho com o amor da sua vida de mãos dadas pelas ruas.

O povo irlandês é encantador, muito diferente da maioria dos países europeus: gentis, receptivos, simples e sorridente. E amam o Brasil!

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Dublin

Dublin, sua capital e detentora de um terço da população irlandesa, é o nosso ponto de partida. Sugiro por aqui pelo menos 4 dias inteiros, pois a cidade possui vida noturna vibrante, pontos turísticos históricos, milhares de pubs e um índice elevado de turistas. O nome da cidade vem do gaélico “Dubh Linn”, que significa “lago negro” devido ao encontro entre os rios “Liffey” e o “Poddle” que formava um poço escuro e profundo na parte traseira do “Dublin Castle”, onde hoje temos um belo jardim. As origens de Dublin como cidade estão diretamente ligadas aos vikings, já que estes foram responsáveis pela gênese urbana da cidade. Parte do muro feita pelos vikings que cercava a cidade ainda pode ser vista na rua “Thomas”.

A Irlanda, exceto pelo o leite puríssimo e pelo queijo delicioso (tal como todos os países nórdicos), definitivamente não se destaca na área gastronômica. A única refeição regional que posso indicar é o café da manhã (na verdade, um brunch) típico da região. Esta refeição é a mais importante para os irlandeses e uma experiência muito gostosa para os visitantes. Ela é servida em um prato enorme com ovos, pães, feijão ao molho vermelho, bacon, tomates, linguiças, batatas, champignosn e um digno “black pudding”, um maravilhoso tipo de um pudim feito com o sangue das linguiças (explicação simples dada pelos garçons). O restaurante mais apreciado para carregar as energias no começo do dia em Dublin é o “Beanhive” na rua “Dawson”.

Meu local preferido na cidade é a região do “Temple Bar”, onde está a maior concentração de bares/pubs da Irlanda, é movimento a qualquer hora do dia e da noite. O local me atrai, apesar de eu não ser tão fã de bebidas como os irlandeses, porque preserva a sua arquitetura medieval e conta também com muitos artistas de rua (principalmente no verão), lojas da moda e cafés ecléticos.

Para quem gosta de bebidas, vale lembrar também que as fábricas da cerveja Guinness e do whisky Jameson estão em Dublin e podem ser visitadas diariamente. Dois dos programas preferidos os turistas.

A região central de Dublin é ideal para ser conhecida toda a pé. Além de pequena, fica num raio de no máximo 2 ou 3 km, a cada quarteirão é possível admirar alguma coisa. Na O’Connell Street, a principal rua principal da cidade (curta, não se assuste quando chegar lá) e cheia de comercio, o “Monumento da Luz”, chamado de “Spire”, chama a atenção com a imponência dos seus 120 metros de altura e indica o ponto principal do país. Na mesma via também está o monumento de Daniel O’Connell, o líder libertador irlandês que deu nome a rua.

Por perto encontra-se a rua “Henry”, exclusiva para pedestres e muito agradável para um passeio e para compras (destaque para a loja “Penny’s”). Na mesma região também está o rio “Liffey”, cartão postal local, e a bela ponte “Há’penny”, construída em 1816, quando era cobrado um penny para cada pedestre atravessá-la. Outra ponte que merece destaque é a moderna “Samuel Beckett.

Do outro lado do rio está a emblemática faculdade “Trinity College”, fundada em 1592, cuja biblioteca, “Old Library”, é a mais antiga e uma das maiores do mundo (vale a pena a visita). Na saída da faculdade está a rua “Grafton”, a mais glamurosa para compras em Dublin e também exclusiva para pedestres. A rua vai até o “Stephen’s Green Shopping Centre” e no cruzamento com a rua “Nassau” está a famosa estátua “Molly Malone” que retrata a figura de uma ambulante da tradicional canção de mesmo nome. Dizem no país que é preciso tirar uma foto segurando os seios da estátua para se ter sorte.

Ao final do percurso, ao lado do shopping, está o charmoso parque “Stephen’s Green”, perfeito para um piquenique romântico em qualquer época do ano. Parece um jardim particular de tão bem cuidado.

Ainda na região central está o “Castelo de Dublin”, que pode ser visitado, assim como o museu e a sua biblioteca, a “Chester Baetty”, que possui uma grande coleção de manuscritos, pinturas em miniatura, gravuras, desenhos, livros raros e objetos de arte de países de toda a Ásia, Oriente Médio, África do Norte e Europa. O museu “Dublinia” explica toda a história da cidade e também deve fazer parte de qualquer roteiro por aqui.

As igrejas mais bonitas e visitas da capital são a “Saint Patrick’s Cathedral” e a “Christ Church Cathedral”, com sua cripta medieval Fascinante. Todas pertencentes ao Cristianismo. Vale lembrar que a Irlanda é um dos poucos países desenvolvidos do mundo cuja a maioria da população é adepta da Igreja Católico Romana.

Para o casal que gosta de esportes “Croke Park” abriga jogos de nacionais de hurling (jogo irlandês parecido com o hóquei) e futebol gaélico (uma mistura de rugby, futebol e handball) durante as temporadas. E o “Aviva Stadium” conta com os eventos de rugby e futebol.

A cidade é cheia de canais, sendo o maior dele o “Grand Canal Dock”, um lugar perfeito para se visitar nos dias de sol no verão. Há passeios de barco, kite surfe, stand up paddle e até quem mergulhe de cima da ponte nas águas geladas da Irlanda.

Um passeio que particularmente indico (fora do roteiro básico) é ir de trem do centro de Dublin até Dun Laoghaire, bairro onde está o Porto de Dublin, algumas praias (todas cheias de pedras) e muitos festivais no verão. Ideal para um dia de sol à dois.

Para quem adora levar souvenirs para casa, a loja CARROLL’S merece destaque, sempre com lembranças típicas e muitos “leprechauns”, os gnomos guardiões, figuras mitológicas irlandesas muito queridas.

Para se hospedar com conforto e gostinho medieval em Dublin, indico o Clontarf Castle Hotel, com diárias a partir de R$ 800,00* o casal com café da manhã. Uma experiência encantadora.

As outras duas principais cidades do país são Cork e Galway e, para quem tem até duas semanas disponíveis para curtir a lua de mel, é possível incluir as duas no roteiro. O trajeto de carro ou de trem (não indico todas as linhas porque alguns vagões são bem antigos, desconfortáveis e gelados) até elas já encanta por si só, por sua beleza natural tão peculiar. Sendo assim, nossa segunda parada é a pequena Galway (cerca de 2 horas de carro de Dubin), ao oeste do país. É por aqui que está o ponto turístico natural mais famoso da Irlanda: as “Falésias de Moher” (bate e volta com cerca de 1 hora de estrada por trecho).

O ideal é reservar dois dias exclusivos para Galway e região, para poder visitar também a praça “Eyre”, a “Catedral de Galway”, o bairro “The Latin Quarter”, a rua “Quay”, alguns pubs como o mais antigo da cidade – “The King’s Head Pub” e passear pelas pequenas ruas do centro e as margens do rio “Clorrib”, onde está o famoso “Arco Espanhol”, construção antiga onde os navios da Espanha desembarcavam suas cargas. Do outro lado do rio  fica o que restou da comunidade de pescadores “Claddagh”, mais conhecida pelos famosos anéis símbolo de uma amizade e também utilizado como aliança de noivado, bem popular em toda a Irlanda.

Uma excelente opção de hospedagem para os amantes é o “Radisson Blu Hotel & Spa, Galway”, muito confortável, com um excelente custo/benefício (diárias a partir de R$ 700,00* o casal com café da manhã) e localizado apenas 200 metros do centro da cidade. Para fechar com muito romantismo, os recém-casados podem fazer um brinde na praia de Galway, vendo o belíssimo pôr do sol o local.

A partir de Galway é possível viver uma experiência bem nórdica passando ao menos uma noite na ilha de “Aran”. Viajando pouco mais de 1 hora de carro (ou ônibus) é possível pegar um barco e viajar com 50 minutos até este diferente destino, que certamente fará desta viagem algo inesquecível. Neste local se respira e se experimenta de fato o país. O hotel “Aran Island Hotel”, com diárias para casal com café da manhã a partir de R$ 430,00*, começa acolhendo amigavelmente seus hóspedes, bem ao estilo irlandês. O idioma gaélico é falado entre eles, como na maior parte das cidades (pequenas) do país. O inglês é entendido e falado por todos também.

Para uma hospedagem mais típica, sugiro o “Man of Aran Cottage”, propriedade deslumbrante, na tradução, um chalé ou casebre, mas tipicamente irlandês. Diárias a partir de R$ 500,00* o casal com café da manhã.

Durante o dia os passeios ficam por conta do “Forte de Aengus”, do “The Worm Hole” – um belo buraco nas rochas/falésia que pode ser visto a partir de uma gostosa trilha à dois, “The Duchathais” – uma bela região de falésias que se chega com uma boa caminhada, a praia de “Kilmurvey” – com areia (não somente pedras) e linda, bela para apreciar, mas com águas gélidas mesmo no verão, o “Plassey Wreck” – os destroços de um navio que naufragou em 1960 e o castelo de “O’Brien”.

Alugar uma bicicleta pela ilha e parar em uma das suas belas áreas verdes para um lanche com o(a) amado(a) é a minha dica fora do roteiro padrão para os casais.

Com mais 2h20 de carro, nossa próxima parada é Cork, segunda maior cidade da Irlanda. Os passeios turísticos por lá são muitos: o “Castelo de Blarney”, a “Pedra Eloquência”, o parque e jardim zoológico “Fota Wildlife Park”, o “English Market” (típico mercado municipal), a “Catedral de Saint Finbarr”, o castelo e observatório “Blackrock”, a ilha “Garnish”, a igreja “Saint Anne”, os museus “Cork City Gaol”, “Crawford Art Gallery”, “Cork Butter Museum” e “Cork Public Museum”, a abadia “Red”, o forte e castelo “Elizabeth”, o “Parque Fitzgerald” (ótimo para piquenique), o jardim botânico “House & Gardens”, o “Monumento Nacional, entre outros.

A cidade é jovem, com muitos estudantes e (ainda) poucos turistas estrangeiros. Gostoso mesmo é passear por suas ruas cheias de vida, lindas e com muitas portas coloridas, cercadas pelo rio “Lee”. Para fechar com chave de ouro essa viagem, sugiro 2 noites glamorosas no hotel “The River Lee”, cuja diária sai a partir de R$ 900,00* o casal com café da manhã.

Boa viagem e não se esquece de treinar bastante a expressão em gaélico “Tá grá agam duit” (“eu te amo”) antes de embarcar com seu amor para esse destino apaixonante,

 

Boa viagem,

 

*Preços consultados em Julho de 2017 para o mesmo ano

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